A mais recente reunião da associação de fabricantes da MotoGP (Honda, Yamaha, Suzuki, Ducati, KTM e Aprilia), no último GP da Argentina, tinha como pauta buscar definições mais precisas para o regulamento dos apêndices aerodinâmicos. O argumento das associadas é que o regulamento de 2018 não é suficientemente claro quanto às restrições, ficando a cargo do diretor técnico da categoria aprovar os projetos.

A pauta da reunião tomou novo rumo quando a KTM questionou se o foco no desenvolvimento aerodinâmico é realmente o rumo que as fabricantes devem tomar na categoria. Embasada na opinião de especialistas no assunto, a fabricante austríaca sustentou que se trata de um investimento elevado, muito menos efetivo quando comparado aos automóveis e que não tem fim. Propuseram a retirada das aletas.

O tema recebeu amparo da Suzuki, que afirmou estar nas corridas para aproveitar o desenvolvimento das máquinas da MotoGP nos modelos de rua, e que o investimento em apêndices aerodinâmicos removíveis das carenagens poderia ter melhor uso em itens úteis às motos de produção em série. A Honda apoiou a proposta, Aprilia disse que votaria com a maioria e Yamaha não opinou. A Ducati, pioneira na aplicação de asas e que realizou os maiores investimentos aerodinâmicos até o momento, votou contra (suficiente para vetar decisões na associação, que precisam de unanimidade).

A aerodinâmica certamente ainda renderá discussões e alterações de regulamento na MotoGP, além de outro tema: o próximo encontro das fabricantes, no GP dos Estados Unidos deste fim de semana, tratará da necessidade de regras mais específicas sobre o gerenciamento eletrônico.